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Novidades Científicas

Polimorfismos gênicos

Apesar dos avanços científicos, estudos recentes mostraram que as mulheres com endometriose demoram em média 7 anos para serem diagnosticadas. Essa demora pode permitir o avanço das lesões, aumentando a chance da doença levar a um quadro do infertilidade. Por conta disso, muitos estudos têm sido feitos para se descobrir um exame que detecte as mulheres com a doença ou aquelas com maior chance de apresentarem a endometriose futuramente.

Há um polimorfismo genético chamado de PROGINS que demonstrou aumentar a chance da mulher apresentar a doença.

Da mesma forma que já se comprovou a associação de pele muito clara com o risco de tumores de pele, pessoas com a alteração PROGINS também possuem maior chance de apresentarem endometriose. A diferença é que isso só pode ser detectado por meio de complexos métodos laboratoriais.

Outros estudos mostraram que as mulheres com endometriose apresentam diferença na expressão de diversos genes no seu endométrio. Isso significa que essas mulheres têm alguns genes trabalhando mais e alguns trabalhando menos que as mulheres sem endometriose. Do ponto de vista prático, essa diferença no funcionamento genético poderá em pouco tempo ajudar a diagnosticar a endometriose em mulheres antes mesmo que elas comecem a apresentar as cólicas menstruais típicas dessa doença. A vantagem é que quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor o resultado do tratamento.

Fator de risco

Um estudo, realizado em 2011 na França, mostrou, nas mulheres que utilizaram pílulas para melhorar a cólica menstrual, um risco aumentado de apresentarem endometriose. Este risco é maior quando a cólica não melhorou mesmo depois de começar a utilizar alguma pílula.

É importante esclarecer que as pílulas não aumentam o risco da doença, mas servem como um marcador das mulheres que devem ser avaliadas pelos ginecologistas com grande atenção, visando não postergar o diagnóstico da endometriose.

Tratamento Cirúrgico

O Congresso da Sociedade Americana de Reprodução Humana ocorreu em Boston no mês de outubro de 2013 e trouxe pesquisadores do mundo inteiro. Foram discutidos aspectos relacionados à abordagem cirúrgica da endometriose profunda mostrando que há tendência a optar-se pelo tratamento cirúrgico quado a mulher apresenta dor durante as relações sexuais. Estudos mostraram que nesses casos o tratamento clínico tem resultados pouco satisfatórios. 

Ácido Valpróico

Um estudo realizado na China, e publicado em 2012, colocou o ácido valpróico como um promissor medicamento para o tratamento da endometriose. Os pesquisadores induziram a endometriose em ratas, que a seguir foram tratadas com ácido valpróico. Ao final do estudo constatou-se que medicação havia provocado redução significante no tamanho dos implantes peritoneais. Essa medicação é utilizada há muitos anos para o tratamento de disturbios epilépticos demonstrando boa tolerabilidade. Para saber se terão os mesmos efeitos sobre a endometriose no ser humano, outros estudos serão necessários.

Nutrição e endometriose

Estudos recentes mostraram que a alimentação pode influenciar o surgimento, a evolução e os sintomas da endometriose. As carnes vermelhas estão associadas a maior concentração de estradiol no sangue. Além disso, seu consumo contribui para a elevação dos níveis de ômega 6, que em excesso, aumenta as substâncias pró-inflamatórias, como as prostaglandinas,intensificando os sintomas da doença.