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Aspectos Emocionais

Os desafios emocionais enfrentados pelas mulheres com endometriose superam, por vezes, a dor física. As dores muito intensas não provocam nenhuma manifestação visível, o que leva parceiros e familiares a pensarem, com o passar do tempo, que o problema é mais psicológico que físico, ou seja, que a mulher está exagerando. Com isso, deixam de apoiá-la da melhor forma. Convivendo por tanto tempo com a dor, torna-se difícil à mulher cumprir com as exigências da maternidade, do trabalho, do relacionamento e, principalmente, manter o interesse sexual.

Da mesma forma, depois que já teve filhos, é difícil para a mulher que convive com as dores pélvicas manter a animação e o interesse esperados na assistência às crianças. Quando não tem filhos, a mulher convive com um fantasma, exageradamente colocado pela mídia, que é a dúvida quanto à possibilidade de engravidar.

Por esses motivos, é muito comum ouvir minhas pacientes contando que se sentem mal compreendidas. E é por isso que sempre incentivo a presença de parceiros e familiares nas consultas.

Uma angústia vivenciada por muitas mulheres com endometriose é o receio de que a doença seja ou se transforme em câncer. Esse medo fica maior nos casos de endometriose profunda intestinal ou na bexiga. É importante deixar bem claro: a endometriose não é câncer. Isso vale igualmente para os casos de endometriose avançada e profunda.