Adenomiose

Esta doença é muito semelhante à endometriose quanto à sintomatologia. Entretanto, sua origem e formas de tratamento são bastante diferentes. Atinge com mais freqüência mulheres com idade entre 35 e 50 anos, sendo que a grande maioria possui filhos antes do diagnóstico já que é graças ao parto ou a antecedentes de curetagem que surge a adenomiose. Após trabalho de parto ou curetagem o endométrio encontra áreas mais frágeis próximas ao miométrio e invade a musculatura uterina. Assim, de forma semelhante à endometriose, o endométrio se desenvolve fora do local de origem, mas nesses casos no meio do músculo uterino, o miométrio.

Diversos estudos demonstraram que a associação entre endometriose e adenomiose é comum. Alguns estimam que cerca de 27% das mulheres com endometriose tenham também o diagnóstico de adenomiose. O polimorfismo do gene FGF-2754C/G (relacionado ao fator de crescimento fibroblástico) mostrou reduzir a chance de uma mulher desenvolver adenomiose e endometriose.

Quadro Clínico

O quadro mais comum são cólicas fortes durante o período menstrual e irregularidade menstrual. Em algumas mulheres observa-se, também dor durante as relações sexuais. Estudos recentes sugerem que a adenomiose pode levar à infertilidade, devido principalmente a alterações endometriais que dificultam a implantação do embrião.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito através da história e exame físico. Quando houver suspeita diagnóstica de adenomiose, a doença deve ser confirmada por ressonância magnética de pelve, que, nestes casos, é um exame mais específico que o ultrassom transvaginal. As imagens da ressonância em poderadas T2 permitem diferenciar o miométrio afetado do endométrio e do miométrio saudável. Além disso, espessamentos da zona juncional  (transição do endométrio para o miométrio)  sugerem a doença. A adenomiose costuma expalhar-se por todo o miométrio, mas em algumas mulheres aparece localizada formando nódulos, semelhantes aos miomas. Nesses casos podemos chamá-la, também, de adenomioma.

Tratamento

Não apresenta bons resultados com hormônios e por isso costuma ser tratada por cirurgia. É fundamental que o diagnóstico seja feito com precisão para evitar procedimentos cirúrgicos desnecessários. A cirurgia mais empregada, quando a mulher não tem mais desejo reprodutivo é a histerectomia, ou seja, a retirada do útero. Esta cirurgia pode ser realizada por videolaparoscopia, via vaginal ou pela via convencional, com incisão semelhante à utilizada no parto cesário.

Raramente, quando os exames mostram apenas a presença focal (o adenomioma), e a mulher possui desejo reprodutivo,  podemos tentar a cirurgia conservadora com a retirada apenas do nódulo.

Outra opção terapêutica eficiente em algumas situações é o DIU com hormônio levonorgestrel.

As informações contidas neste site devem ser utilizadas apenas como orientação para as mulheres e familiares. Para qualquer forma de diagnóstico e definição do tratamento, um médico especialista deverá ser consultado.

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Última Atualização: 24/Jul/2012

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