Confira abaixo as perguntas mais frequentes sobre a endometriose:

1. Quais são os sintomas mais comuns da endometriose ?

Os sintomas mais comuns causados pela endometriose são:

• Cólicas menstruais
• Dor durante as relações sexuais
• Infertilidade

É sempre bom frisar que nem sempre os 3 sintomas surgem ao mesmo tempo. Há muitas mulheres que apresentam apenas um ou dois desses sintomas.

2. A endometriose já está invadindo o intestino. Preciso operar com urgência ?

Não há nenhum motivo para urgência cirúrgica nesses casos e algumas vezes nem é necessário operar.

A endometriose é uma doença de avanço muito lento e por isso não há motivos para indicações cirúrgicas às pressas em casos como este.

Além disso, mesmo quando há invasão intestinal, deve ser feita avaliação cuidadosa para verificar se a melhor opção é o tratamento cirúrgico ou se é possível tentar um tratamento clínico.

3. Toda mulher que sente cólicas tem diagnóstico de endometriose?

Não. A cólica menstrual não é um sintoma exclusivo da endometriose. Muitas doenças também podem causar cólicas e precisam ser investigadas.

Quando há endometriose as dores costumam ser mais intensas e piorar com o passar do tempo. Quando as cólicas persistem mesmo em uso de pílulas, a chance de ter endometriose aumenta.

4. De que forma a endometriose provoca infertilidade ?

As lesões pélvicas relacionadas à endometriose podem distorcer a anatomia das tubas a ponto de impedir o encontro de espermatozoides com os óvulos.

Além disso, estudos mostraram que a qualidade dos óvulos piora muito quando há endometriose na pelve levando à formação de embriões com menor capacidade de implantação.

Por fim, o endométrio (camada que recobre a cavidade dentro do útero) sofre modificações relacionadas à endometriose diminuindo sua receptividade e, portanto, dificultando as chances do embrião se instalar.

5. O exame de imagem identificou endometriose mas não tenho sintomas. Preciso operar ?

Muitas mulheres apresentam endometriose sem praticamente nenhum sintoma. Nesses casos a cirurgia pode ser evitada.

Vale lembrar que mesmo na ausência de sintomas pode acontecer progressão da doença e por isso o tratamento e controle contínuos são fundamentais.

Além disso, diante de lesões que tragam algum risco, como no caso da endometriose ureteral, pode ser necessário realizar cirurgia mesmo que não existam sintomas.

6. Existe cura para a endometriose ?

Como os casos de recidiva são comuns, muitas mulheres acreditam que não há cura para essa doença. Porém, o que caracteriza a endometriose é a presença de células endometriais fora do útero.

Portanto, quando essas lesões são eliminadas a doença não existe mais, logo podemos concluir que a mulher está curada. O que gera o equívoco, é o fato de que quem apresenta a endometriose uma vez, continuará apresentando propensão para voltar a tê-la, já que isso é resultado de aspectos genéticos.

Por isso é importante que após término do tratamento seja feito um acompanhamento rigoroso com medicamentos adequados para alcançarmos a prevenção.

Desta forma as chances de retorno ficam muito baixas.

7. A endometriose é uma doença hereditária?

Não há dúvidas de que existem aspectos hereditários envolvidos na origem da endometriose. Filhas ou irmãs de mulheres com endometriose apresentam risco 7 vezes maior que o da população em geral.

Até hoje pequenas alterações no DNA chamadas polimorfismos já foram identificadas nas mulheres com endometriose além de alterações no funcionamento dos genes chamadas modificações epigenéticas.

8. Diante do diagnóstico de endometriose qual minha chance de engravidar ?

Segundo estudos, aproximadamente 50% das mulheres com diagnóstico de endometriose não apresentará problemas para engravidar.

As mulheres que já estão enfrentando dificuldades para engravidar e possuem endometriose, provavelmente estão entre as que vão precisar de tratamento específico para conseguir alcançar a gravidez.

9. Qual a diferença entre endometriose e endometrioma de ovário?

O endometrioma de ovário é uma das apresentações da endometriose. É caracterizado por um cisto no ovário repleto por um líquido denso de coloração marrom escura.

Atualmente classificamos a doença em 3 formas:

• endometriose superficial
• endometriose profunda
• endometriose ovariana quando existe o endometrioma de ovário

Vale lembrar que esta classificação é apenas didática pois na prática é muito comum existirem duas ou mais formas concomitantes.

10. Tenho endometriose e não estou conseguindo engravidar. Qual melhor tratamento: Laparoscopia ou reprodução humana ?

Esta resposta exige análise do casal. Informações sobre as condições tubárias e seminal são importantes.

Quando as tubas estão obstruídas ou se existem alterações severas no espermograma não há como engravidar naturalmente mesmo após laparoscopia e, portanto, é necessário a fertilização in vitro.

11. Existe endometriose na adolescência ?

A queixa de cólica entre adolescentes é extremamente comum e faz com que a grande maioria demore a procurar atendimento médico.

Segundo estudos, cólicas muito intensas na adolescência traduzem maior risco de desenvolver a doença profunda. Identificaram como fator de risco para endometriose a história de faltas regulares às aulas decorrentes das dores e o uso prolongado de contraceptivos para combater a cólica.

12. Qual a diferença entre endometriose e adenomiose ?

A adenomiose se assemelha à endometriose porque também resulta da presença de células endometriais fora da cavidade uterina. No caso da adenomiose os fragmentos endometriais infiltram o músculo do próprio útero.

A presença desses fragmentos endometriais em qualquer outro local do corpo caracteriza a endometriose.

13. A endometriose pode provocar insônia ?

Os distúrbios do sono são mais freqüentes em mulheres com endometriose, principalmente nas que apresentam a forma profunda.

A privação do sono pode intensificar os sintomas dolorosos decorrentes da endometriose provocando alterações de humor severas como ansiedade e depressão.

14. Qual melhor exame para o diagnóstico da endometriose ?

Até hoje não contamos com um bom exame dosado no sangue para ajudar no diagnóstico dessa doença. O diagnóstico de endometriose é clínico, ou seja, realizado pelo médico a partir da história da paciente e do exame físico.

O ultrassom transvaginal convencional é um complemento importante porque tem ótima capacidade de verificar se existe algum endometrioma nos ovários.

A ressonância magnética de pelve e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal são exames fundamentais quando o médico desconfia que exista a forma profunda da endometriose.